Info Profiles
Aqui está o terceiro filme da trilogia. Abertura para um segmento de entrevistas. Usei um recurso do After Effects inédito pra mim, o Shape layers. Bem prático p/ fazer a multiplicação das silhuetas logo no começo.
Link p/ site http://info.abril.com.br/tvinfo/profiles/
Vinhetas para Info
3 vinhetas para o site da revista Info logo no inicio do ano. Aqui estão as 2 já publicadas:
Info No Ar, para o jornal diário do site, feita toda em Adobe After Effects, no finalzinho do filme naquele fundo branco tem 271 camadas, cada palavra é uma camada. E tem cerca de 120 palavras diferentes, tudo informatiquês.
Zoom, para os videos de resenhas, feita toda no Apple Motion, porque manipular a câmera do Motion é bem mais prático que no after, e o filme não tinha muitos obstáculos.
Para vê-las no local de trabalho: http://info.abril.com.br/tvinfo
Vestibular Mauá
Produzido pela Galileus filmes, co-produzido pela Since 2007 para Universidade Mauá.
Dirigido por Roger da Porciúncula
Diretor de Fotografia Pedro Rocha
Gaffer ‘Mandi’
O microfone está aberto

Está muito facil fazer um curta-metragem. Se voce quer contar a sua historia, vá em frente. Não vai faltar público, são dezenas de portais que hospedam seu vídeo gratuitamente. Não vão faltar festivais, são milhares, de Sundance, à Mostra de Curta-Metragem Fantástico de Ilha Comprida. Em tempos de reality shows, muita gente acha que fazer documentário é ligar a camera e deixar o povo falar, sem se preocupar com o que se tem a dizer. Ou fazer um filme cabeça é usar planos longos e atores exóticos com olhares esquisitos. A ultima coisa que providenciei para fazer o curta-metragem foi equipamento e elenco. A primeira foi a história. Tive uma idéia, transformei em argumento, depois em roteiro. Só ai foram uns meses. A história precisava amadurecer pra ver se dava pé. Inscrevi o meu curta numa penca de festivais e gostei de muita coisa que vi neles. Mas reparei também a quantidade enorme de “obras” sem o menor compromisso. Coisas que, me pareceram, foram pensadas de manhã e produzidas a tarde. Parece que estamos vivendo a fase da infância da produção audiovisual, onde o que importa é somente falar, ou tentar falar, ainda que só saiam alguns balbúcios. Muita gente me cumprimentou quando soube que eu tinha feito um curta metragem, mas nem sabiam do que se tratava ou se estava bem feito ou não. Cuidado com a “livre adaptação de” ou “inspirado na obra de(ou pior, inspirado no universo de…)”. Você ja se imaginou fazendo um remendão num Machado de Assis? Ou dar umas pinceladas num quadro de Pablo Picasso? Não importa se a sua história e curta ou longa, se tem final feliz ou não. Desde que exista uma história para ser contada. O microfone está aberto, mas por favor só use se tiver algo a dizer.
Skol e a suspensão da descrênça
Estava vendo o comercial da cerveja Skol onde, um grupo de rapazes encontra um grupo de garotas no caixa de um supermercado. Eles estão levando um pacote de latas de cerveja. Elas, um pacote de gelo. Minha mulher disse que achou o filme mais fraquinho da campanha. Eu concordei de chacota dizendo que era inverossímil um grupo de gostosas tocando uma barraca de peixes na feira. Ela disse, feirante não compra gelo no supermercado. Nosso vizinho é feirante da barraca de peixe. Ela disse também, esse é o mais mentiroso dos filmes da Skol. Eu disse que apesar de ser o mais fraco, tinham outros mais mentirosos, como por exemplo o da geladeira de cervejas na sala. E não era isso que fazia dele o mais fraco.Tem um aspecto da ficção que é a suspensão da descrênça (uma tradução estranha de suspension of disbelief), onde o espectador concorda tacitamente em aceitar coisas impossíveis na vida real para que a história faça sentido, ou simplesmente, exista. É por conta disso que aceitamos que James Bond saia ileso de explosões e tiroteios, ou Harry Potter voe numa vassoura. No vídeo o verossímil é melhor que o verdadeiro. Mas quais são os limites – inferior e superior – para essa suspensão da descrênça afinal?
Dá-lhe grande irmão
Hoje é muito comum ver pessoas com máquinas fotográficas ou celulares com câmeras em todo lugar. E a tudo registram. E esses registros acabam ficando disponiveis na internet para qualquer um. O futuro sombrio retratado em “1984″ de George Orwell, com o Big brother e seu olho que tudo vê, talvez não se concretize. Ou, esse big brother (tirando o programa de TV) talvez traga algo de positivo. Exemplos? Imagens do confronto entre militares e manifestantes em Mianmar, feitas com a câmera de um celular correram a mundo. Àquela altura dos acontecimentos o governo militar já caçava qualquer repórter ou cinegrafista estrangeiro que estivesse dando sopa por ali. As imagens do PM Otavio Lourenço Gambra, O Rambo, matando o conferente Mário José Josino, no caso da favela Naval em Diadema foram cruciais no julgamento. O PM pegou 65 anos de prisão. Nos dois casos, separados por cerca de 10 anos, as imagens não foram captadas pelos meios conhecidos e estabelecidos pela mídia – equipe de reportagem, etc . Mas a informação acabou atingindo a grande mídia porque era de interesse público. Por outro lado se você resolver transar no elevador do seu prédio, sua proeza pode acabar nos mais vistos do Youtube. Resolvi continuar este post depois que vi o trailer de Cloverfield, a mais nova produção de J.J. Abrams (criador de Lost). A premissa do filme é que um ataque extra-terrestre aconteceu em Nova Iorque, e as imagens que aparecem no filme são de câmeras portáteis recuperadas depois do incidente (já vi esse filme, ele se chama “A bruxa de Blair”). Tem todo tipo de imagem. Tem gente fazendo imagens a esmo, registrando o pânico das pessoas fugindo, tem gente fazendo um “último pedido”, tem gente se despedindo e etc. Mas, essas câmeras teriam imagens suficientes pra mostrar detalhes e não deixar a história se perder? Só saberemos em 18 de janeiro de 2008.
Nomes de novelas
Como será que surgem os nomes de novelas? Você já deve ter notado como são genéricos os nomes de novelas. Podem significar muito ou não significar nada. Assim, são usados em qualquer faixa de horário e em qualquer canal. Mas como são criados? Aqui vai uma possibilidade: a equipe criativa do canal tem duas listas de palavras distintas. Numa delas palavras que têm um sentido de sentimento, ligação ou relação. Como: paixão, amor, doce, sonho, pecado, coração, segredo, desejo, laços, feliz (só de ler essa seqüência já dá a impressão de ter visto uns 3 nomes de novelas), etc. Na outra lista substantivos significando pessoas (ou grupos), lugares, periodos ou estados de espirito – com excessão da palavra veneno. Exemplos, tropical, maravilha, mulheres, anjo(s), história, sonho (de novo? aqui é substantivo), louco, vida, nascer, livre e etc. Pronto, agora é só sorteio. Jogam para cima cada uma num pedaço de papel, os dois (ou três) que cairem próximos estão escolhidos. Vem ai mais um campeão de audiência!