Que time é o teu?
Se perguntar a torcedores de futebol quais são os atuais patrocinadores do principais clubes paulistas o índice de acertos será muito pequeno. Por um lado, porque todo ano o patrocinador do clube muda, com raras exceções como o Flamengo que ja está com a Petrobras há mais de 20 anos. Por outro lado, porque o torcedor já enxerga a marca do patrocinador estampado na camisa do jogador como parte integrante do uniforme, e passa e não dar grande importância para a informação que está ali. O time espanhol do Barcelona, se dá ao luxo de não estampar nenhum patrocínio comercial, mas a realidade vivida pelo clube é outra, a economia onde ele está inserido, também.
É desejável que a imagem do patrocinador seja associada ao clube patrocinado. É ideal que o clube patrocinado seja bem sucedido, essa imagem de vencedor logo cai positivamente sobre patrocinador. É muito melhor quando o patrocinador é “bem visto”, muito mais do que somente visto, pelo público em função desse patrocínio. Ainda mais em tempos de imagem positivamente associada ao cuidado com o meio-ambiente, à preservação do bem estar da sociedade e aos hábitos saudáveis. E se o patrocinador levasse os créditos por gerar uma boa imagem ao clube, e por conseqüência, a si mesmo? O patrocinador não vai entrar no gramado e marcar gols. E se o patrocinador fosse responsável por uma limpeza no uniforme do clube? Deixando o uniforme com de cara de ‘época de ouro’ do futebol. Ou seja, patrocina mas não aparece estampado no uniforme. Parece maluquice? mas se o patrocinador levar os créditos por manter o uniforme do time limpinho, fará muito mais a sua imagem do que os patrocínios atuais fazem. Ações paralelas serão necessárias para associar inicialmente e manter, ao longo do periodo, o nome do patrocinador como responsável pela boa imagem, e resgate dos valores do clube.
Cidade limpa
Quando surgiu o projeto que acabava com grande parte da mídia exterior na cidade de São Paulo, eu pensei, boa oportunidade para as grandes empresas fazerem marketing em cima dessa ideia. Alguns ícones, como o relógio do Itaú no Conjunto Nacional, não iriam ficar de fora do cumprimento da lei.Na época comentei com amigos que se o banco tirasse o nome lá de cima, e deixasse um relógio usando como suporte o quadrado azul de cantos arredondados do logotipo do Itaú, tava resolvido. O troço tá lá há tanto tempo que ninguém será capaz de se confundir. De quebra a empresa mostra que está comprometida com o meio ambiente, blá blá blá, etc.Na VEJA desta semana, a primeira publicidade que aparece é a do Itaú, e advinhe só, o shape azul do logo está sem o nome do banco, aliás não aparece o nome do banco em nenhum outro lugar da peça. Qual será o próximo passo do banco nessa história do relógio do conjunto nacional? As últimas noticias publicadas diziam que havia uma disputa entre o banco e a Comissão de Proteção da Paisagem Urbana, que é quem analisa os casos que escapam da lei.
Eu quero meu YouTube com controle remoto!
Todo mundo diz que o bom do youtube é poder escolher o que ver, a hora que quiser. Então você abre a página e fica procurando, procurando, e na verdade não sabe o que quer ver. Como nos dias que você abre o seu navegador de internet e não sabe aonde ir. Bom mesmo é a TV a cabo. É só ligar, deitar no sofá com o controle remoto, e ficar mudando de canal até achar alguma coisa boa. Tem dias (e horários) que não têm nada de bom. Não que você não encontre, não tem mesmo. O fato é que quando você abre a página do youtube, aparecem várias sugestões de vídeos pra assitir e a cada um que você assiste, surgem outros relacionados. Assim, você navega entre as ‘sugestões’ do site. Se essa escolha ficar por conta do internauta, ele irá se perder na indecisão, diante do mar de possibilidades que este tipo de portal de informacão traz. Muitas vezes cliquei no botão voltar do navegador depois de assistir a um vídeo, pra assistir a outra daquelas sugestões que ficaram na página anterior e satisfazer a vontade de escolher mais de uma opção. Na verdade o que realmente queremos, mais do que alguém que filtre a enorme quantidade de porcarias, é alguém que nos sirva como um garçon. Pela preguiça de procurar pelas novidades e coisas interessantes, e avaliar o que é bom ou não, ou pra não cair na maldita indecisão. Na dúvida clique em Mais vistos.
Midia ultra-super-hiper-segmentada
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Eu acho interessante alguns contatos meus do msn/AIM/google talk, colocarem junto ao nickname um slogan divulgando seus méritos profissionais. No msn por exemplo: Zé Dasilva – perca peso agora, pergunte-me como! Como se muita gente fosse ver aquele “anúncio”. Os meus contatos são todos pessoas que eu conheço, e que sei o que fazem profissionalmente. E se eu quiser comprar o kit herbalife não vou procurar no msn. O fato é que eu acho essa mídia tão eficiente quanto colocar um outdoor na parede do quarto. Isso ainda traz a impressão de que o cara quer vender o produto a qualquer custo (sem trocadilho). Tipo, rifar o que sobrou do bolo no fim da festa p/ pagar o buffet.
Sobre direção de fotografia
Tem uma sigla – ASC - que vem depois do nome do diretor de fotografia – em filmes americanos significa American Society of Cinematographers – ABC, em filmes brasileiros, que significa Associação Brasileira de Cinematografia e que o cara é filiado à instituição que apoia, divulga e congrega os profissionais da área.
Eu fotografei (ou cinematografei, mesmo tendo feito em digital) meu curta com a mesma preocupação que eu tenho quando estou criando um layout ou uma arte qualquer. A limpeza é parte integrante, é uma especie de profilaxia, sem a qual a coisa não existe. É a partir de uma folha em branco que se pode criar algo. Em branco por não ter sido usada, e não ter sido sujada. Estava confiante que isso ia garantir alguns pontos na hora do julgamento, pois não vi essa preocupação em vários concorrentes. Achei que isso era pré-requisito para estar lá. Ou seja, estão concorrendo aqueles que entregaram um trabalho finalizado. E limpo. Que nada, dancei na competição. Então, comecei a pesquisar curtas-metragens vencedores de festivais (antes passei dois dias pensando, ninguém me ama!). Principalmente aqueles entre os digitais. Notei que há uma predominância de videos cuja fotografia parece ser feita sem a preocupação de criar um clima para a cena – que é o objetivo da dir. de fotografia -, parece feita com a luz que estiver disponivel ali na hora, o objetivo seria apenas iluminar os objetos em cena. Direção de fotografia é mais controlar a luz do que iluminar, no sentido de tornar mais claro e visível. Uma especie de dogma 95. Parece que é preciso mostrar na tela que a verba pra produzir era pouca. Ainda que se faça com equipamento improvisado, é preciso parecer improvisado. Qualquer preocupação com aspectos técnicos tende a levar a pecha de burguesa. Portanto está à margem do cinema independente.
E quando o HD estiver tão barato que será impossivel não usá-lo? E quanto a efeitos especiais, estarão proibidos também no cinema independente? Custos? Qualquer garoto de 15 anos sabe fazer coisas absurdas em programas de animação 3D. Veja um filme françês “Irreversível”, e não deixe de ver os extras. É independente e tem muitos efeitos.
Assim cria-se uma Estética-de-Festivais-de-Cinema-Independente, qualquer gesto na direção de fotografia, ou na finalização, que se aproxime de hollywood, será excluído!
Qual é o seu jingle favorito?

Café seleto? Bala de leite kids? E os atuais? Nenhum.
A familia orçamento
A família orçamento era composta de 3 membros, Custo, Lucro e Prejuízo. Quando havia algum evento, festa ou velório, iam os tres quase sempre juntos. Tinham personalidades distintas, por isso, se equilibravam. O Custo era prestativo, solícito, todos o viam com bons olhos. O Lucro era o mal visto. Tinha a injusta fama de arrogante e inútil. Mas era quem trazia o progresso e as idéias inovadoras. O Prejuízo, bom… o Prejuizo ninguem achava nada dele, aliás achavam equivocadamente que ele não era capaz de fazer mal a ninguem. Uma vez, o Custo estava com pressa, acabou saindo e levando apenas o Prejuízo, deixou o Lucro para trás. A segunda vez foi por iniciativa do Prejuízo, sairam e deixaram novamente o Lucro para trás. No começo ninguem sentiu a sua falta, ou melhor, acharam que sem ele até dava pra levar. Logo, o Prejuízo mostrou o seu talento para influenciar o Custo, e começou a defender a idéia de viviam muito bem sem o Lucro. O tempo passou e cada vez mais o Lucro foi sendo deixado de lado. Afinal, não viam aplicação prática e imediata para as ideias de progresso e crescimento que o Lucro defendia. Parecia um luxo desnecessário. Numa ocasião o Custo adoeceu e o Prejuízo saiu sozinho. Lá contou varias histórias, e todos a sua volta riram muito, ele pensou que estava fazendo sucesso, mas todos sentiam pena dele por estar sozinho. Isso aconteceu varias vezes e com o tempo ele passou a receber cada vez menos convites. Começou a abusar do alcool, usar drogas, não… essa é outra fábula. Solitario, ele procurou se aproximar do Lucro. Este, generoso como era da sua natureza, aceitou a reaproximação, mas impôs a condição de que os três deveriam voltar a andar sempre juntos. Assim funcionavam perfeitamente. O que aconteceu depois ? aqueles que achavam que a presença, somente do prejuizo era divertida mas não ia além da fachada, reconheceram o valor dos outro membros da familia, e a importância da presença de todos.


